MATO GROSSO DO SUL

Com 2 milhões de habitantes e de economia agropecuária, Mato Grosso do Sul é o primeiro colocado no ranking nacional na criação e abate de bovino, com 22 milhões de cabeças de gado. O Estado nasceu com a divisão de Mato Grosso, em 1977, e hoje dispõe de 77 municípios, sendo que 25% de toda a sua área são ocupados pelo Pantanal Sul-Matogrossense, o Patrimônio Natural da Humanidade.

A maior área alagada do planeta dispõe de fauna e flora exuberantes, comporta uma das maiores aglomerações de espécies animais do mundo. Essa beleza natural atrai ao Estado turistas brasileiros e estrangeiros, que vêm em busca da pesca esportiva e do turismo ecológico.

Mato Grosso do Sul está localizado na região Centro-Oeste do Brasil e faz divisa com cinco estados brasileiros e tem a fronteira com a Bolívia e o Paraguai. A localização privilegiada contribui para o desenvolvimento econômico do Estado, já que está próximo aos grandes centros consumidores.

 

HISTÓRIA

Mato Grosso do Sul foi criado a partir do desmembramento do Sul do antigo Mato Grosso após vários estudos. negociações e acordos políticos, o Presidente Ernesto Geisel assina, em 11 de outubro de 1977, a Lei Complementar n.º 31, criando o Estado de Mato Grosso do Sul.. No entanto, sua instalação só ocorreu dois anos depois, em 1º de janeiro de 1979. A formação do novo Estado contou com o apoio do Governo Militar, que tinha como estratégia política a interiorização do desenvolvimento nacional, visando apoiar e potencializar novas fronteiras de produção agropecuária.

Na divisão, Mato Grosso ficou com trinta e oito municípios e com uma população estimada (1977) de 900.000 habitantes, distribuídos em 881.000 km2 Mato Grosso do Sul passava a compreender cinqüenta e cinco municípios, com uma população estimada (1977) de 1.400.000 habitantes, numa área de cerca de 350.000 km². O Estado de Mato Grosso do Sul foi criado pela Lei Complementar n.º 31, de 11 de outubro de 1977. Ao que parece, não houve participação popular no movimento que, ao que tudo indica, era manipulado pelas elites políticas e pelo governo federal.

A nomeação de Harry Amorim Costa como governador do Mato Grosso do Sul, frustrou as expectativas das elites locais que aspiravam ocupar o poder.

Em 12 de junho de 1979, já na presidência de João Batista Figueiredo, Harry Amorim Costa, cedendo às pressões das elites locais, é exonerado de suas funções, assumindo interinamente a governadoria, o presidente da Assembléia Legislativa, Deputado Londres Machado. Em 29 de junho, Marcelo Miranda Soares é nomeado pelo presidente João Figueiredo, governador do Estado de Mato Grosso do Sul. Tal nomeação não acalmou nem diminuiu as disputas políticas, entre as elites sul-mato-grossenses. (WEINGÄRTNER: 1998, 66)

Em 30 de outubro de 1980, Marcelo Miranda foi exonerado e assumiu interinamente Londres Machado. Em 06 de novembro, Pedro Pedrossian tomou posse. Findo seu mandato, ascende seu rival político, o Dr. Wilson Barbosa Martins.

A ascensão de Pedrossian marca o período de alternância entre as oligarquias. Em um momento, a oligarquia Pedrossian, em outro a oligarquia Barbosa Martins. Tal alternância permanece até os dias de hoje. (WEINGÄRTNER: 1997, 67) "O que se percebe nesses mais de vinte anos da criação de Mato Grosso do Sul é que as disputas políticas entre as elites evidenciaram rivalidades que visavam à satisfação de interesses de grupos cujas ações prejudicaram e ainda dificultavam o desenvolvimento do Estado.

Percebe-se também o surgimento de outras lideranças políticas, como, por exemplo, a de Zeca do PT."   (WEINGÄRTNER, Alisolete dos Santos. 1998, op. cit. p. 67)

 A economia do Estado só passou a crescer a partir da década de 80, principalmente no setor agropecuário, com a modernização e incorporação tecnológica na pecuária e aumento expressivo na produção de grãos. 

Mas a história de Mato Grosso do Sul começou bem antes, em meados do século XVII, com as expedições jesuíticas e a chegada de exploradores e aventureiros que vinham para a região em busca de minério. Os estados de Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul pertenciam à Espanha, mas foram incorporados ao território brasileiro em 1750, com o Tratado de Madri.

Na época, o único meio de transporte até a Capital era o navio que vinha pelo rio Paraguai. O isolamento do país só foi gradualmente vencido, a partir do século XIX, com a ampliação da rede telegráfica pelo Marechal Cândido Rondon, seguido pela navegação a vapor e a abertura de estradas precárias. Esse avanço em infra-estrutura atraiu para o Estado seringueiros, criadores de gado, exploradores de madeira e de erva-mate.

PONTO DE PARTIDA

Há  cem anos, chegava à Campo Grande, oriundo das Minas Gerais, o desbravador mineiro José Antônio Pereira, fundador desta cidade, juntamente com sua família e cerca de 60 pessoas. Vieram transportados  por carros de bois, cortando os sertões do Mato Grosso, chegando a esta terra e  se instalando na  confluência dos córregos Prosa e Segredo, perto do atual horto municipal. Esta área ficou conhecida pelos primeiros moradores como Mato Cortado, local onde seriam abastecidos por água potável  e teriam condições para fazer o plantio necessário para a subsistência. Atualmente, no local da fundação, encontra-se um monumento metal em homenagem àqueles pioneiros.

Contudo, para que isso se tornasse realidade, vários acontecimentos antecederam ao surgimento de Campo Grande. O sul de Mato Grosso só começou a ser povoado após o ciclo do ouro, em Cuiabá. Muitos bandeirantes e desbravadores passaram por aqui, mas  não perceberam a potencialidade do local.
        José Antônio Pereira viu que es
ta terra tinha valor e futuro. Surgiu assim o Arraial de Santo Antônio de Campo Grande no dia 26 de agosto de 1899, que completa este ano seu centenário, cheia de imigrantes que aqui aportam para realizar seu sonhos, acreditando e entregando suas vidas a esta cidade acolhedora e futurista.

LIMITES

Com a Bolívia limita-se a oeste.  A interligação Brasil-Bolívia é feita pela extensão do ramal da Rede Ferroviária Federal (atualmente, Novoeste), passando por Corumbá e se estendendo a Santa Cruz de La Sierra.  O projeto dessa estrada de ferro era alcançar o Oceano Pacífico.  Pelo Tratado de Petrópolis, em 1904, o Brasil e a Bolívia se comprometeram a ligar o Oceano Atlântico ao Pacífico, através da Ferrovia Santos-Arica (Chile).  O trecho Santa Cruz de La Sierra a Cochabamba não foi concluído, impedindo assim a concretização de mais um fator de dinamização da economia regional da Bacia do Rio Paraguai.

Com a República do Paraguai faz fronteira a oeste e ao sul.  A interligação Brasil-Paraguai se estabelece através do Rio Paraguai e da BR-463, esta última passando por Ponta Porã, Pedro Juan Caballero e se estendendo até Assunção.

No território nacional, limita-se a leste com os Estados de Minas Gerais e São Paulo e ao sul com o Estado do Paraná, passando então a integrar-se à excelente malha rodoviária, permitindo-lhe alcançar novo acesso ao Oceano Atlântico, através dos portos de Santos e Paranaguá.  Ao norte, limita-se com os Estados de Mato Grosso e Goiás com interligações para Cuiabá,  Goiânia, Brasília e mesmo Porto Velho, Rio Branco e Manaus.

VEGETAÇÃO

Vegetal: erva-mate, carvão vegetal e quebrasco (árvore existente no cerrado da qual é extraído uma substância química, o tânino, que serve para curtir o couro animal).  A vegetação é de Savana, com as fisionomias Arbóreas Densa, Arbórea Aberta, Parque e Gramíneo-Lenhosa.  Os solos, predominantemente, hidromórficos possuem características bastante variáveis, relacionadas à origem dos sedimentos.  Assim, na área de influência da Bacia do Rio Taquari que drena áreas com litologias areníticas, predominam solos arenosos, enquanto na Bacia do Rio Miranda, nas áreas que tiveram influência de sedimentos oriundos da Serra da Bodoquena, predominam solos argilosos.

A Região Chaquenha situada ao sul, entre as cidades de Corumbá e imediações de Porto Murtinho, é formada de sedimentos pleistocênicos e holocênicos, sujeita a inundação ou oscilação do lençol freático próximo à superfície, por períodos bastante variáveis.  Difere da Região Pantaneira, principalmente pela dominância da vegetação do tipo Savana Estépica e solos halomórficos.

A vegetação primitiva da Bacia do Paraná era constituída basicamente de diversas formações de Savana (Cerrado) e de Floresta Estacional Semidecidual.  As regiões Fitoecológicas da Savana e Floresta Estacional Semidecidual, de modo geral, podem ser separadas tendo como limite e ponto de referência uma linha imaginária saindo da cidade de Coronel Sapucaia, passando por Dourados, Glória de Dourados, até alcançar Bataguassu. Na parte norte dessa linha, predominava a Savana, com fisionomias distintas de Savana Arbórea Densa (Cerradão) e Savana Arbórea Aberta (Cerrado e Campo Cerrado).  Para o sul, até o limite internacional com a República do Paraguai, predominava a Floresta Estacional Semidecidual.  Para o oeste predominava os campos naturais representados por formações de Savana Parque e Savana Gramíneo-Lenhosa, com penetração de Floresta Estacional Semidecidual através dos vales e numerosos rios.  A ação antrópica foi algo notável nessa bacia.  Hoje, os remanescentes da vegetação nativa estão reduzidos e bastante pulverizados.  Nas áreas devastadas são encontrados imensos cultivos de pastagem plantadas e lavoura.

RECURSOS     NATURAIS

Em termos de potencialidades dos recursos naturais, a área circunscrita à Bacia Hidrográfica do Paraguai é bastante promissora seja para a exploração mineral, seja para a pecuária, ou mesmo para a pesca e o turismo.  Os recursos minerais incluem:  Província para exploração de ferro, manganês, calcário e mármore;  áreas propícias para exploração de materiais de uso imediato na construção civil, na indústria cerâmica e em revestimento nobre, tais como granito, cascalho, basalto (brita, revestimento, pavimentação), argila, areia e folhelho;  a áreas cujas possibilidades metalogenéticas indicam ser merecedoras de estudos especiais para pesquisa de diamantes, cobre, chumbo, zircão, ouro, prata, estanho e molibdênio.  De modo geral, em termos de potencialidades das terras, predominam áreas com vocação para pastagem natural, pastagens plantadas e lavoura.  A Serra da Bodoquena, além do potencial mineral, apresenta consideráveis áreas de solos férteis com alta potencialidade para lavoura.  Entretanto, é comum a ocorrência de relevos residuais com solos rasos, que devem ser reservados à proteção e preservação.  As demais áreas não inundáveis possuem vocação principalmente para pastagem plantada ou silvicultura.  Porém, nessa bacia, a área de maior destaque é a do Pantanal Sul-Mato-grossense, representada pelas Regiões Pantaneiras e Chaquenha.  Em função de suas peculiaridades quanto ao regime hídrico, flora e fauna, tem vocação para o uso com pecuária extensiva em pastagem natural, com o aproveitamento de forrageiras nativas.

A rede hidrográfica tem uma potencialidade natural diversificada, destacando-se além do próprio Paraguai, os rios Piquiri ou ltiquira, Taquari, Coxim, Aquidauana, Miranda, Negro a Apa.

Nas atividades de navegação, sobressai-se o Rio Paraguai.  Sendo um rio de planície, apresenta condições de navegabilidade em cerca de 90% de seu curso, constituído via de navegação para o Brasil, Paraguai e Argentina.  De Corumbá, saem minérios de ferro e manganês extraídos do Maciço de Urucum e que são exportados para a Argentina e Estados Unidos.

O potencial hidrelétrico é pequeno, comparado com a Bacia do Paraná.  Aqui a ENERSUL instalou usinas de pequeno porte, como as de São João I e São João II, no Rio São João, São Gabriel do Oeste, no Rio Coxim e César Galvão, no Rio Taquarizinho.  O Rio Negrinho, apesar de apresentar pontos possíveis de aproveitamento, ainda não foi utilizado.

O potencial turístico e pesqueiro é altamente significativo e também em condições de ser explorado racionalmente. São pontos turísticos:  a cachoeira de São Gabriel do Oeste, a cachoeira de Sete Quedas em Rio Verde de Mato Grosso, o Maciço do Urucum, composto de relevos residuais a belas vistas panorâmicas, além das grutas feitas pelo homem para exploração de manganês.  A Serra da Bodoquena com seus relevos residuais é um espetáculo à parte.  Além de apresentar cascatas, sumidouros (onde o rio de canal definido subitamente desaparece terra adentro, passando a correr subterraneamente), águas transparentes de cor verde-esmeralda ou azulada e grutas com estalactites a estalagmites.  Algumas são famosas, como a gruta do Lago Azul, com 126 m de profundidade, tendo ao fundo um lago, em tons azulados e a gruta Nossa Senhora Aparecida, com cerca de 60 m de profundidade, ambas localizadas no município de Bonito.  A região situada nas imediações de Coxim, com a presença de relevos escarpados arios com corredeiras, proporciona belas vistas panorâmicas.  Por fim, o Pantanal Sul-Mato-grossense, tendo as cidades de Corumbá, Miranda, Aquidauana, Coxim, Porto Murtinho e várias fazendas como apoio de infra-estrutura turística.  No Pantanal Sul-Mato-grossense a flora, a fauna a os rios piscosos criaram um ambiente ecológico de rara beleza O potencial turístico e pesqueiro é altamente significativo e também em condições de ser explorado racionalmente. São pontos turísticos:  a cachoeira de São Gabriel do Oeste, a cachoeira de Sete Quedas em Rio Verde de Mato Grosso, o Maciço do Urucum, composto de relevos residuais a belas vistas panorâmicas, além das grutas feitas pelo homem para exploração de manganês.  A Serra da Bodoquena com seus relevos residuais é um espetáculo à parte.  Além de apresentar cascatas, sumidouros (onde o rio de canal definido subitamente desaparece terra adentro, passando a correr subterraneamente), águas transparentes de cor verde-esmeralda ou azulada e grutas com estalactites a estalagmites.  Algumas são famosas, como a gruta do Lago Azul, com 126 m de profundidade, tendo ao fundo um lago, em tons azulados e a gruta Nossa Senhora Aparecida, com cerca de 60 m de profundidade, ambas localizadas no município de Bonito.  A região situada nas imediações de Coxim, com a presença de relevos escarpados a rios com corredeiras, proporciona belas vistas panorâmicas.  Por fim, o Pantanal Sul-Mato-grossense, tendo as cidades de Corumbá, Miranda, Aquidauana, Coxim, Porto Murtinho e várias fazendas como apoio de infra-estrutura turística.  No Pantanal Sul-Mato-grossense a flora, a fauna a os rios piscosos criaram um ambiente ecológico de rara beleza.

Continua