CIDADES
HISTÓRICAS
Conhecida
também como capital do Pantanal, Corumbá é a principal cidade desse paraíso
ecológico, localizando-se entre os estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso,e
os países Bolívia e o Paraguai.
Setenta por cento dos 65 mil quilômetros quadrados de município são de
pantanal, onde o homem nativo ainda mantém uma convivência harmoniosa com o
jacaré, o tuiuiú, a capivara, a arara azul, a onça pintada, o bugio, o cervo,
a ariranha, o pintado, o pacu.
Corumbá foi fundado em 21 de setembro de 1778, e usado como uma estratégia
militar da Coroa Portuguesa para impedir o avanço dos espanhóis pela
desguarnecida fronteira brasileira de Mato Grosso. Foi Luis Albuquerque de Melo
Pereira e Cáceres que ordenou a construção de um ponto de apoio militar.
Na
região do Arraial de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque, primeira
denominação da cidade, aconteceu uma das mais sangrentas guerras envolvendo a
aliança Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai.
Em 1865, como resultado desse conflito, Corumbá acabou ocupada e destruída
pelas tropas de Solano Lopez.
Porém, em 13 de junho de 1867 essa área foi retomada e partiu para o
seu desenvolvimento, sendo que até 1930 o porto fluvial de Corumbá era o
terceiro maior da América Latina.
Limita-se
com os municípios de Ladário, Poconé, Barão de Melgaço, Itiquira, Coxim,
Anastácio, Miranda, Porto Murtinho e as repúblicas da Bolívia e do Paraguai.
Suas coordenadas geográficas são: latitude 18° 59' 24” e longitude 57° 39'
00”. Está a 116 metros acima do nível do mar. A distância da capital é de
410 km em linha reta, compreendendo os seguintes distritos: Albuquerque,
Coimbra, Nhecolândia, Paiguas, Amolar e Porto Esperança.
A
retomada de Corumbá (1867)
Foram
preparadas duas brigadas por José Vieira Couto para efetuar a retomada de
Corumbá. Um batalhão do Capitão Antônio Maria Coelho se ofereceu para
retomar a cidade. Antônio Maria Coelho desceu o Paraguai-Mirim e acampou perto
da confluência com o Paraguai em 11 de junho. No outro dia passou para a margem
direita e acampou no Morro do Rabicho. No dia 13 de junho de 1857 marchou para a
vila e, em poucas horas, a vila estava nas mãos dos cuiabanos. 160 paraguaios
foram mortos, 27 aprisionados e o restante refugiou-se nas matas. No total eram
400 paraguaios. Antônio Maria Coelho perdeu 36 soldados, 9 morreram.
Quando Corumbá foi retomada, estava tomada pela varíola. Sem escolha,
Antônio Maria Coelho teve que evacuar a vila, levando todos para a Capital da
Província, num caminho muito penoso.
MIRANDA
A
pequena e aconchegante cidade de Miranda está localizada a 205 km de Campo
Grande, e divide Porto Murtinho e Corumbá.
Miranda é formada por lindas paisagens naturais: cachoeiras, rios de águas
cristalinas e lagoas, além de uma flora e fauna riquíssimas em espécimes e
beleza. A cidade oferece ao turista clubes, cinemas, agências bancárias, hotéis
e pousadas. Sua gente preserva o que há de bonito em Miranda, incentivando o
turismo. Os turistas passeiam, fazem safari fotográfico e ainda boas pescarias.
Os
principais pontos turísticos são as Cachoeiras de São Cristovão e Cafezal, e
a Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Em Miranda estão localizadas várias
aldeias indígenas como a dos índios Kadiweu, que fazem obras artesanais
vendidas na cidade. Como conhecimento cultural, as aldeias estão dispostas a
receber os turistas.
AQUIDAUANA
Aquidauana
foi fundada à margem direita do rio Aquidauana em 15 de agosto de 1892 pelo
Major Teodoro Rondon. Distante alguns quilômetros de Aquidauana podem ser
encontradas algumas aldeias como Bananal, Imbirussu dos Índios Terenas e um
distrito chamado Taunay.
O rio Aquidauana, que empresta o nome ao município, tem suas cabeceiras
sobre a serra de Maracaju cerca de 1.200 km de leito, juntando-se ao rio Miranda
cem quilômetros de sua foz do rio Paraguai. Sua navegação atende somente
fazendas com pequenas embarcações nas épocas das cheias, quando as estradas
do Pantanal ficam intransitáveis. Esse rio já teve várias denominações:
Mateteú, Mboteteú e Embeteteú , Mondego, Guachiu e Miranda. Sobre a proteção
de Nossa Senhora da Conceição, a cidade de Aquidauana, que na época da fundação
tinha cerca de 40 pessoas, hoje tem mais de 40 mil habitantes, sendo uma das
maiores do estado. Possui uma área de 17.008 km², dotada de uma
infra-estrutura urbana, água tratada, transporte rodoviário, bancos e hotéis-fazendas
.
A cidade tem clima tropical, com vários lugares agradáveis para
visitar: campings, a catedral (uma cópia de Notredame, em Paris), a Ponte da
Amizade,etc,. É possível também conhecer pratos típicos da cidade em
restaurantes tradicionais. Os eventos mais importantes acontecem em:
Janeiro - Festa de São Sebastião - dia 20. Julho - Banho nos rios São João e
Aquidauana - dia 24.
Agosto - Aniversário da cidade e exposição agropecuária - dia 15.
Dezembro - Festa de Nossa Senhora da Conceição (Padroeira da cidade) - dia 08.
Forte
Coimbra
Tombado
pelo patrimônio histórico nacional em 1978, o Forte Coimbra é uma referência
da fronteira com o Paraguai e a Bolívia. Há dois séculos foi palco sangrento
da batalha entre portugueses, espanhóis, paraguaios, brasileiros e índios.
Localizado à margem direita da rio Paraguai e distante 96 km da cidade de Porto
Murtinho, hoje é ocupado por um grupamento da 18ª Brigada de Infantaria de
Fronteira. Ainda guarda vestígios da guerra e do povo que vivia ali, suas
lendas, culturas e crenças religiosas. Um dos mais intrigantes episódios da
história dos 224 anos de Coimbra tornou-se o filme “Brava Gente
Brasileira”, produzido pela cineasta Lucia Murat. O desfecho, ocorrido em
1778, foi batizado de “Cavalo de Tróia Ocidental”. Sua importância é
como acervo histórico e cultural não sendo ponto turístico. Poucas pessoas
conhecem o monumento erguido em 1775 para proteger uma linha imaginária da
fronteira, controlada pela coroa portuguesa.
Coimbra situa-se no Pantanal de Nabileque, uma das regiões mais ricas em
biodiversidade do ecossistema.
O
acesso ao Forte é feito por barca ou avião. Isso dificulta a montagem de
pacotes turísticos, além de algumas restrições do Exército por motivo de
seguranca.
A 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira pretende excluir o Forte Coimbra dos
pontos turísticos de Corumbá, que hoje é mais voltado para a pesca esportiva.
NIOAQUE
Em
1842, um mineiro de Sabará estabeleceu-se na confluência dos rios Urumbeva e
Miranda, dando início ao Patrimônio de Santa Rita de Nioaque. Após algum
tempo, ele doou parte de sua área ao Exército. Transformou-se em povoado e
começou a se desenvolver. A região predestinada a passar para a história, em
1865 foi invadida pela Cavalaria Paraguaia e incendiada duas vezes, mas
resistiu, mesmo nas mãos do inimigo.
Em 1877, livre do domínio paraguaio, foi elevada à categoria de
Distrito, recebendo o nome de “Distrito da Paz”. Em 1890 foi
desmembrada do município de Miranda e ganhou o nome de Nioaque, que na
linguagem terena quer dizer “Clavícula Quebrada”.
Relevo:
a maior parte do município apresenta topografia levemente ondulada. Na parte
restante, a topografia distribui-se de forma quase que eqüitativa em plana e
acidentada.
Vegetação: o cerrado é a cobertura vegetal de maior expressão do
município.
Solos: são arenosos, de baixa fertilidade na maior parte do município.
No restante, dividem-se em argilosos, de alta e média fertilidade
respectivamente.
Clima: tropical úmido, período de chuvas de outubro a março, com maior
intensidade de novembro a janeiro
ACONTECIMENTOS
HISTÓRICOS
D.
Carlos Lopez, pai de Solano Lopez, proporcionou condições para um grande
desenvolvimento do seu país: contratou técnicos e instrutores brasileiros que
organizaram o exército paraguaio e construíram fortalezas nas passagens
estreitas dos rios Paraná e Paraguai. Construiu muitas escolas e, erradicando o
analfabetismo da nação Guarani, abriu as portas desta nação, direcionando-a
rumo ao progresso.
Francisco Solano Lopez sucedeu seu pai no poder do Paraguai. Seu plano
era criar um país maior e anexar o Uruguai ao Paraguai para tornar sua pátria
uma potência marítima, pois este não tinha e ainda não tem saída para os
oceanos. Pretendia ainda conquistar as províncias argentinas de Corrientes e
Entre-Rios, além de invadir os estados de Mato Grosso e Rio Grande do Sul, duas
províncias limítrofes ao Paraguai. O objetivo era estabelecer a capital desse
imenso país sonhado em Montevidéu que fica próxima a Mar del Plata, foz dos rios Paraná -
Paraguai e Uruguai. Dali intencionava controlar a navegação platina, dominando
toda a região dos Pampas, Chaco e Bacia Platina.
Para realizar seu intento e se lançar a essas conquistas, contava com um exército
de 80.000 soldados bem treinados, bastante munição e poderosa artilharia e
cavalaria. Contava ainda com uma Marinha bem equilibrada porque precisava
transportar parte de sua tropa via fluvial.
A
PROVINCIA DO ITATIN
A
fundação das reduções itatins marcou o apogeu do Estado Teocrático, formado
pelos missionários jesuítas que representaram o papel de elite governativa. A
presença dos filhos de Santo Inácio de Loyola, os famosos jesuítas, em Mato
Grosso do Sul constituíram-se, por si só, uma das páginas marcantes da história
regional.
O Padre Nóbrega, provincial dos jesuítas portugueses, em 1549
acalentara o sonho de enviar a Assunção sacerdotes da sua província para
catequizar os silvícolas daquela região que pertenciam ao seu rebanho
espiritual.
Dom Hernandes escrevera ao Rei Felipe de Espanha, acon-selhando a remessa
de jesuítas, pois acreditava estes serem os mais indicados para a conquista dos
Guarani.
As crônicas jesuíticas do Paraguai registram a presença de Fields e Ortega na
província espanhola de Guairá, no hoje estado brasileiro do Paraná, sendo que
Ortega ali permaneceu na faina missionária por 12 anos.
Foram
os missionários jesuítas espanhóis que mais tarde se inscreveram na história
de Mato Grosso do Sul com a sua atuação, primeiro em Guará e depois na província
de Itatim. A província perdurou por quase 30 anos e sua localização era ponto
de apoio para os espanhóis na conquista das regiões amazônicas e das minas de
prata do Peru, além do Brasil. A capital era Vila Rica do Espírito
Santo,localizada em território do Paraguai entre a foz do rio Iguaçu e a
cidade de Assunção.
Os Jesuítas tentaram aproximação com os povos Guaicuru e Paiaguá, não
conseguindo catequizá-los. Porém estes encontravam nos Jesuítas proteção e
apoio.

Carlos Roberto Cerqueira
CAMPO GRANDE-MS DATAS DO MATO GROSSO DOS SUL CIDADES HISTÓRICAS
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NAÇÕES INDÍGENAS DO MATO GROSSO DO SUL
SANTO ANTÔNIO PADROEIRO DE CAMPO GRANDE